Na última noite de sábado (31), um bebê indígena de apenas cinco meses recebeu um resgate heroico do Exército Brasileiro. A criança, que foi diagnosticada com uma Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), estava na Terra Indígena Yanomami, mais especificamente no Polo Base Arathau Parima, quando a situação se tornou crítica.
Por volta das 20h30, uma operação de emergência foi acionada pelo Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’kwana (DSEI-YY). Um helicóptero HM-1 Pantera foi mobilizado e percorreu a região de Surucucu para trazer a criança a Boa Vista, onde poderia receber o atendimento médico necessário. Durante o voo, o pequeno enfrentou dificuldades respiratórias e precisou de oxigênio, sendo assistido por um médico e um socorrista da Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI) local, além de um médico militar.
Ao chegar na capital, a saúde da criança já havia se estabilizado, e uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estava pronta na pista para realizar a transferência para o Hospital da Criança Santo Antônio. O caso é um reflexo da complexidade dos desafios enfrentados nas comunidades indígenas da região, onde o acesso a serviços de saúde é frequentemente limitado.
Esse resgate fez parte da Operação Catrimani II, uma iniciativa das Forças Armadas em conjunto com órgãos de segurança pública, que visa não apenas combater o garimpo ilegal e os crimes ambientais na Terra Yanomami, mas também prestar apoio humanitário a essas comunidades que enfrentam diversas dificuldades. O esforço conjunto reflete a necessidade urgente de atenção a questões que impactam a saúde e o bem-estar dos povos indígenas em Roraima.
Crédito da imagem: Divulgação/Operação Catrimani II



