sexta-feira, 30/10/2026

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Diário de Boa Vista

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Justiça rejeita apelação de foragido que busca anular condenação por assassinato de empresário em Roraima

O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) reafirmou a condenação de Cirilo Barros Ferreira, de 78 anos, ao rejeitar um novo pedido de revisão criminal apresentado pela defesa. Cirilo, que está foragido desde 2012,…

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O Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) reafirmou a condenação de Cirilo Barros Ferreira, de 78 anos, ao rejeitar um novo pedido de revisão criminal apresentado pela defesa. Cirilo, que está foragido desde 2012, foi sentenciado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato do empresário Francisco Mesquita, conhecido como Chico da Meta, crime ocorrido em maio de 2011, em Boa Vista.

A decisão, unânime, foi tomada em setembro de 2026 pelas Câmaras Reunidas do TJRR, compostas por seis desembargadores e um juiz. A defesa argumentou que não havia provas suficientes que comprovassem a autoria do crime e invocou o princípio “in dubio pro reo”, que preconiza a absolvição em casos de dúvida razoável. No entanto, o tribunal considerou que a revisão criminal não pode ser utilizada apenas para reexaminar as provas já apresentadas sem a inclusão de novos elementos ou a demonstração de erro judicial.

Cirilo está na lista de procurados da Interpol desde maio de 2017, após seu nome e informações pessoais serem incluídos na Difusão Vermelha, uma ferramenta que auxilia na localização de foragidos para possíveis extraditações. Ele é o foragido mais velho do Projeto Captura, uma iniciativa que identifica criminosos procurados no Brasil.

O crime que o levou à condenação envolveu a morte de Chico da Meta, que foi assassinado a tiros ao sair de uma pizzaria na zona Norte de Boa Vista. Investigações do Ministério Público de Roraima revelaram que Cirilo teria agido a mando de Vivaldo Nogueira Barros, conhecido como Vivi, seu concorrente no ramo de táxi aéreo. Ambos foram detidos, mas Vivi faleceu em um acidente de avião em 2011, enquanto aguardava julgamento.

A condenação de Cirilo, que ocorreu em agosto de 2012, resultou em 21 anos e 7 meses de prisão por homicídio qualificado e posse ilegal de armas. Ele fugiu da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo em 2012, com auxílio de um policial militar. Apesar de possíveis localizações em Brasília e na Bahia, Cirilo permanece foragido e um mandado de prisão segue válido até 2033, quando o crime poderá prescrever.

Crédito da imagem: Cirilo Barros Ferreira.