Na última quarta-feira (28), Rorainópolis, no Sul de Roraima, foi palco de um crime que abala a comunidade. Justino Henrique Pereira, um homem de 79 anos, foi encontrado morto em sua chácara, e as circunstâncias do caso são alarmantes. A Polícia Civil, durante a investigação, encontrou marcas de sangue na sala, na cozinha e até em um machado dentro da casa da vítima.
O principal suspeito é o irmão da vítima, Procópio José Brito de Oliveira, de 80 anos, que foi preso em flagrante. A audiência de custódia de Procópio, que estava programada para a manhã da última sexta-feira (30), foi adiada após ele passar mal e precisar de atendimento médico. Até o momento, ele aguarda alta para que o processo possa seguir.
As evidências indicam que a violência teve início no interior da residência de Justino, cujo corpo foi encontrado a aproximadamente 80 metros da casa, na plantação de cacau da família. Peritos encontraram, ao lado do corpo, uma tampa de galão de combustível que pertence à chácara, o que sugere um planejamento por parte do agressor.
O filho de Justino, de 47 anos, revelou à polícia que o pai havia recebido ameaças do irmão um dia antes do crime. Além disso, familiares afirmaram que Procópio já havia declarado sua intenção de cometer o ato violento, mas as advertências foram ignoradas. Testemunhas também relataram que, nos últimos meses, Procópio demonstrava comportamento agressivo e ameaçador, tornando-se uma figura temida na região.
Em uma reunião familiar recente, Procópio já havia feito declarações alarmantes, como ameaçar matar fiscais do Ibama, caso fossem à chácara. Ele também proferiu ameaças contra Justino, o que deixou a família em estado de alerta. Apesar da idade, os parentes afirmam que Procópio ainda é fisicamente capaz de realizar trabalho pesado, o que levanta dúvidas sobre sua defesa de que o ferimento nos dedos foi um acidente.
Quando foi detido, Procópio apresentava sinais de embriaguez e alegou que se feriu ao escorregar. No entanto, essa versão foi contestada pelo sobrinho da vítima, que afirmou que ele não estava nas proximidades naquele momento. O genro de Justino, ao voltar do trabalho, encontrou a casa da família em condições estranhas, o que o levou a procurar por Justino, culminando na descoberta do corpo.
A polícia apreendeu o facão utilizado no crime e as roupas que Procópio vestia no dia, que agora serão analisadas em busca de vestígios de sangue da vítima. O caso, inicialmente classificado como homicídio simples, agora é tratado como homicídio qualificado, o que indica a gravidade da situação.

