Na manhã desta quarta-feira (28), a Polícia Civil deu cumprimento a um mandado de prisão preventiva contra o ex-senador Telmário Mota, de 68 anos, em sua fazenda, onde estava residindo. A ordem judicial foi expedida pela 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e da Justiça Militar do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR) e se refere ao assassinato de Antônia Araújo de Sousa, mãe da filha do político.
Recentemente, no dia 20 de outubro, a Justiça avaliou que os motivos para manter Telmário detido pelo crime de homicídio qualificado ainda se sustentam. O ex-senador, que estava sob prisão domiciliar devido a outro processo, viu essa condição ser revogada, uma vez que seu prazo de liberdade foi expirado sem uma nova avaliação judicial.
A nova ordem de prisão foi emitida na última quinta-feira (22) e, apesar dos apelos da defesa, que alegou problemas de saúde para solicitar a manutenção da prisão domiciliar, a Justiça rechaçou os pedidos. O Ministério Público também se opôs a qualquer tipo de soltura. O advogado de Telmário, Diego Rodrigues, afirma que a prisão é ilegal, argumentando que seu cliente estava sob proteção judicial e que as decisões dos juízes apresentaram contradições.
O juiz responsável pelo caso considerou que, mesmo com os relatos de deterioração da saúde do ex-senador, isso não é suficiente para anular as razões que levaram à sua detenção. A prisão foi realizada pelos delegados Carlos Henrique e Thiago Alexandreda, da Delegacia Geral de Homicídios (DGH), e Telmário não ofereceu resistência ao ser levado à delegacia. Ele agora aguarda uma audiência de custódia enquanto permanece à disposição da Justiça.
Vale lembrar que Antônia Araújo, de 52 anos, foi assassinada com um tiro na cabeça em setembro de 2023, no bairro Senador Hélio Campos, em Boa Vista, quando saía de casa para trabalhar. Ela era a principal testemunha em um caso de estupro que envolve Telmário, acusado pela própria filha da vítima em 2022. Infelizmente, Antônia foi morta dias antes de uma audiência sobre esse caso, intensificando a gravidade da situação. O ex-senador já havia sido condenado a uma pena de oito anos e dois meses por estupro e estava sob prisão domiciliar desde então, após alegar problemas de saúde que incluem doenças cardíacas e transtornos depressivos.



