O auditor fiscal Jorge Henrique Teixeira Verde, de 48 anos, está no centro de uma polêmica em Roraima após sua condenação por importunação sexual. O caso, que ganhou destaque na mídia local, envolve uma mulher de 41 anos, vítima de agressão durante um trajeto em Boa Vista, após uma noite em um restaurante.
Na madrugada do dia 22 de fevereiro de 2025, Jorge pediu carona e, enquanto estava no carro da vítima, tentou forçá-la a realizar atos sexuais. O relato da mulher é alarmante: ela afirma ter sido puxada pelos cabelos, mordida no braço e sofreu agressões físicas. Diante da gravidade das acusações, o Ministério Público (MP) agora busca reclassificar o crime como estupro, propondo uma indenização de R$ 30 mil, quase o dobro do valor inicialmente estipulado.
A defesa de Jorge Henrique, que já ocupa um cargo efetivo na Secretaria de Estado da Fazenda e tem um histórico de candidaturas políticas, está tentando reverter a condenação. Seus advogados argumentam que não há provas suficientes para sustentar a acusação e que a primeira instância já havia descartado a possibilidade de estupro por falta de evidências de violência extrema.
Em março de 2026, Jorge foi condenado a dois anos de prisão, mas a pena foi convertida em serviços comunitários e multa de 10 salários mínimos. A expectativa agora recai sobre o julgamento na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Roraima, onde os desembargadores irão decidir o destino do auditor: manter a condenação por importunação sexual, absolver o acusado ou aumentar a pena para estupro.
O MP, por sua vez, argumenta que a vítima passou por constrangimento moral e violência física, apresentando testemunhos de amigas que confirmam seu estado emocional ao chegar a um restaurante após o incidente. Além disso, mensagens de socorro enviadas pela mulher e vídeos de câmeras de segurança que capturaram momentos do crime reforçam as evidências apresentadas pela acusação.
Jorge Henrique Teixeira Verde não é apenas um servidor público, mas também um ex-candidato a cargos eletivos, tendo tentado uma vaga como deputado estadual e vereador nos últimos anos. Com uma carreira marcada por controvérsias, sua situação atual levanta questões sobre a responsabilidade de figuras públicas e a busca por justiça em casos de violência sexual em Roraima.



