O calor escaldante e a falta de chuvas têm colocado Roraima em alerta máximo para incêndios florestais. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de que a situação de seca persista até pelo menos o final deste mês, o que preocupa tanto a população quanto as autoridades.
O Boletim Meteorológico do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Federal, em parceria com o Ibama e Prevfogo, confirmou a continuidade das altas temperaturas, que em Boa Vista podem variar de 35°C a 37°C. Essa sensação de calor extremo não se limita à capital; localidades como Uiramutã e Amajari também sofrem com o calor e a baixa umidade do ar, que pode cair para 30% durante a tarde.
As consequências da estiagem já são visíveis. O nível do rio Branco, fundamental para a abastecimento da cidade, atingiu apenas 49 centímetros na última sexta-feira (16). Isso reflete a gravidade da situação, que se agrava pela previsão de chuvas fracas e mal distribuídas até o final de outubro, com o nordeste e centro-leste do estado apresentando mais de 90% de chances de temperaturas acima de 35°C.
Na análise das condições meteorológicas, a situação é alarmante: o risco de incêndios florestais foi classificado como “alto a muito alto” em várias áreas do estado, especialmente no nordeste. Embora haja uma expectativa de redução desse alerta em algumas regiões a partir do dia 18, o leste e nordeste continuam em estado crítico.
Com a situação se tornando cada vez mais preocupante, o governo estadual decidiu suspender todas as autorizações para queimadas, uma medida que abrange os próximos 15 dias. Isso significa que qualquer uso do fogo para limpeza de pastos e propriedades será tratado como crime ambiental. Para garantir o cumprimento dessa norma, a Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) monitorará as áreas afetadas por meio de satélites.
Além disso, o Governo de Roraima está implementando medidas para mitigar os efeitos da seca, como a perfuração de novos poços e o envio de carros-pipa para as regiões mais afetadas. A população, que já sente os impactos da estiagem, deve permanecer atenta às orientações das autoridades e colaborar para evitar queimadas que podem agravar ainda mais a situação.
Crédito da imagem: Oseias Martins/Rede Amazônica



