sexta-feira, 30/10/2026

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Diário de Boa Vista

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Produtores de Caroebe preocupados com avanço de doença nas bananeiras sem cura disponível

Os agricultores de Caroebe, uma pequena cidade no Sul de Roraima, estão em estado de alerta contra uma praga que pode devastar suas lavouras de banana: o moko da bananeira. Essa doença bacteriana, que…

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Os agricultores de Caroebe, uma pequena cidade no Sul de Roraima, estão em estado de alerta contra uma praga que pode devastar suas lavouras de banana: o moko da bananeira. Essa doença bacteriana, que não possui tratamento químico, é uma ameaça direta à economia local, onde a produção de banana representa uma das principais fontes de renda.

Entre os produtores que se mobilizam para proteger suas colheitas está Luiz, que cultiva 54 mil pés de banana em 42 hectares. Sua produção é enviada para o mercado de Manaus, e ele sabe que a saúde de suas plantas é vital. “É essencial para a nossa sobrevivência. Precisamos cuidar bem da lavoura”, afirma Luiz, que já enfrenta desafios como viroses, mas ainda não se deparou com casos de moko.

A preocupação do agricultor é justificada, pois o moko ataca o sistema vascular das bananeiras, comprometendo a circulação de água e nutrientes. “Se o moko chegar, não temos como tratá-lo. Precisamos evitar que essa bactéria entre no nosso solo a todo custo”, comenta.

Com uma visão esperançosa para o futuro, Luiz acredita que com os cuidados certos, é possível manter a produção saudável e prolongar a atividade agrícola. “Se seguirmos os protocolos de prevenção, podemos trabalhar a vida toda sem problemas. Caso apareça o moko, a solução é isolar a área e eliminar as plantas contaminadas”, explica.

Os especialistas alertam que a bactéria se desenvolve em ambientes quentes e úmidos, como o da Amazônia, e pode ser transmitida por ferramentas e insetos. Para minimizar os riscos, é fundamental desinfetar equipamentos e iniciar o trabalho em áreas saudáveis. Além disso, os agricultores devem utilizar apenas mudas certificadas e, caso a doença seja confirmada, eliminar as plantas afetadas e deixar a área sem cultivo por pelo menos dois anos.

Os sintomas do moko incluem folhas amareladas, manchas escuras nos caules e amadurecimento desuniforme dos frutos. Métodos caseiros de combate, como queimar ou cortar folhas contaminadas, não apenas falham como podem espalhar a bactéria.

Luiz, consciente da gravidade do problema, mantém seus equipamentos dentro da propriedade para reduzir o risco de contaminação. “Minhas ferramentas não saem daqui. O maior perigo é usar o mesmo equipamento em várias áreas. Se preciso trabalhar em um local contaminado, higienizo tudo antes de voltar”, afirma.

Em caso de suspeita de contaminação, o produtor deve acionar imediatamente um engenheiro agrônomo ou a Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima (Aderr), que deve ser notificada em até 48 horas após o surgimento dos sintomas. Fiscais do órgão são enviados para avaliar a situação e orientar os agricultores na luta contra essa praga que ameaça a bananicultura da região.

Crédito da imagem: Doença preocupa produtores de banana em Caroebe