A Universidade Federal de Roraima (UFRR) está em alerta e pediu reforço no policiamento federal durante a semana das eleições, especialmente no campus Paricarana, em Boa Vista. A decisão veio após dois episódios preocupantes de invasão e depredação, que envolveram figuras políticas e geraram um clima de insegurança entre a comunidade acadêmica.
Nos ofícios encaminhados à Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal (PF) e Força Nacional, a reitoria expressou sua preocupação em garantir a segurança dos alunos, professores e servidores. As ações externas, que ocorreram sob o pretexto de “fiscalização político-partidária”, não apenas interromperam as aulas, mas também intimidaram a comunidade universitária.
Os primeiros incidentes aconteceram nos dias 16 e 17 de setembro. No primeiro caso, o deputado estadual Marcinho Belota e a ex-candidata a deputada federal Athally Albuquerque foram denunciados por estudantes do curso de Direito. Eles teriam invadido a universidade para destruir panfletos informativos sobre o presidenciável Flávio Bolsonaro, alegando que se tratava de “fake news”. A reitoria, ao ser informada, optou por não retirar o material, considerando que sua divulgação estava dentro da legalidade eleitoral.
No dia seguinte, um grupo de cerca de cinco pessoas invadiu os blocos de Direito e do Centro de Ciências Humanas, interrompendo as aulas e retirando cartazes informativos. A justificativa deles também foi de “fiscalização”, mas a ação gerou um clima de tensão no ambiente acadêmico.
A UFRR enfatizou em seu ofício que tais episódios comprometem a integridade física de todos e ferem a autonomia da universidade. Com o segundo turno das eleições se aproximando, o pedido de segurança é uma tentativa de evitar que novos atos de violência ou constrangimento aconteçam, garantindo um ambiente propício para o aprendizado e a liberdade de expressão.
Crédito da imagem: UFRR pediu apoio da PF, PRF e Força Nacional



