sábado, 31/10/2026

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Diário de Boa Vista

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Escola no Baixo Rio Branco enfrenta problemas de infraestrutura e falta de aulas presenciais devido a condições inadequadas

A situação da educação na comunidade ribeirinha de Caicubi, no Baixo Rio Branco, é alarmante. Moradores denunciam que as escolas municipais e estaduais da localidade, que juntas atendem 149 alunos, estão em condições precárias,…

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A situação da educação na comunidade ribeirinha de Caicubi, no Baixo Rio Branco, é alarmante. Moradores denunciam que as escolas municipais e estaduais da localidade, que juntas atendem 149 alunos, estão em condições precárias, sem aulas presenciais desde agosto. As unidades, a municipal Celestino da Luz e a estadual José Bonifácio, estão infestadas por fezes de morcegos, ratos e danificadas por cupins, levando a comunidade a uma grave crise educacional.

De acordo com Júlio Araújo, líder comunitário, a estrutura da escola apresenta diversos problemas: banheiros sem funcionamento, goteiras, telhado quebrado e pisos danificados. A situação é tão crítica que os alunos estão realizando suas atividades em casa, com apostilas entregues pelos professores. “O espaço não tem condições de receber as crianças”, desabafa o líder, ressaltando que os alunos da escola municipal, que atendem do 1º ao 5º ano, e da escola estadual, do 6º ano até o 3º ano do ensino médio, estão sendo prejudicados.

Enquanto a Secretaria Estadual de Educação e Desporto (Seed) afirma que a responsabilidade pela reforma é da prefeitura, a administração de Caracaraí reconhece os problemas e diz que está buscando soluções. Entretanto, até agora, as aulas continuam suspensas e a troca de responsabilidades entre os órgãos governamentais apenas agrava a situação.

Uma avó, que preferiu não se identificar, demonstra sua preocupação com o futuro de sua neta de 6 anos e critica a falta de infraestrutura: “Parece uma casa abandonada. Como levar uma criança para estudar em um lugar que não tem nem um ventilador funcionando?” A situação é ainda mais preocupante com relatos de problemas de saúde entre as crianças, como vômito e diarreia, possivelmente relacionados à falta de higiene na escola.

Os moradores exigem uma solução urgente para a situação das escolas, que se tornaram um retrato do descaso. “Quando você chega na escola, o mau cheiro é horrível. A gente se sente lesado, porque sabe que recursos existem, mas nada é feito para melhorar essa situação”, afirma a avó, refletindo o sentimento de impotência da comunidade. Caicubi, acessível apenas por via fluvial ou aérea, enfrenta um desafio que vai muito além das águas do Rio Branco, exigindo atenção imediata das autoridades.