A Polícia Federal está investigando o deputado estadual Marcinho Belota (PL) e a blogueira de direita Athally Albuquerque (Republicanos) por suspeitas de invasão à Universidade Federal de Roraima (UFRR) e destruição de materiais eleitorais. O incidente, que ocorreu em 16 de outubro, gerou bastante repercussão na comunidade acadêmica de Boa Vista, onde alunos registraram a ação em vídeo.
Os dois são acusados de invadir um espaço da universidade e rasgar panfletos que divulgavam informações sobre a candidatura à presidência de Flávio Bolsonaro (PL), alegando que se tratavam de “fake news”. Em resposta, Marcinho Belota declarou que sua visita ao campus foi motivada por denúncias de irregularidades eleitorais e relatos de intimidação política entre os alunos. Para justificar sua presença, ele afirmou ter contatado a reitoria da UFRR antes do ocorrido.
Por outro lado, Athally Albuquerque defendeu que a ação foi pacífica e teve como objetivo apurar informações que consideravam equivocadas sobre os candidatos. Ela ainda comentou sobre uma suposta perseguição ideológica dentro da universidade, pedindo uma investigação sobre o tema.
Marcinho Belota, um político de 44 anos, natural de São Paulo, é um defensor da causa animal e atualmente cumpre seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa de Roraima. Ele foi reeleito com uma expressiva votação e tem se destacado por suas iniciativas em prol dos animais. Recentemente, ele inaugurou uma cafeteria voltada para o acolhimento de animais resgatados, mas sua trajetória não tem sido isenta de polêmicas, incluindo uma investigação da PF sobre compra de votos.
A blogueira Athally Albuquerque, de 27 anos e residente em Boa Vista, também se tornou uma figura conhecida na política local, tendo se apresentado como uma voz da direita nas eleições de 2026, embora não tenha conseguido uma vaga na Câmara Federal. Com uma base de seguidores nas redes sociais, ela promove conteúdos sobre desenvolvimento pessoal e profissional, além de ter um histórico de associação com figuras políticas do PL.
As investigações da PF seguem em andamento, e a situação levanta questões sobre a relação entre política e liberdade de expressão no ambiente acadêmico, especialmente em um momento em que as tensões políticas estão elevadas em todo o Brasil.



