terça-feira, 03/11/2026

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Diário de Boa Vista

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Ribeirinhos reclamam de atraso superior a um ano na construção de UBS de quase R$ 1 milhão: ‘Estamos sem atendimento

Os moradores da comunidade ribeirinha Caicubi, localizada no Baixo Rio Branco, estão enfrentando um problema sério: a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) da região está atrasada em impressionantes 1 ano e 8…

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Os moradores da comunidade ribeirinha Caicubi, localizada no Baixo Rio Branco, estão enfrentando um problema sério: a construção da Unidade Básica de Saúde (UBS) da região está atrasada em impressionantes 1 ano e 8 meses. Com um investimento de R$ 921.883,84, a obra foi iniciada com a promessa de ser entregue em apenas 90 dias, após a assinatura da ordem de serviço em 27 de setembro de 2024. O prazo se esgotou em fevereiro de 2025, mas o que se vê agora é um canteiro de obras paralisado.

A antiga estrutura foi demolida para dar espaço ao novo prédio, e a população, que já enfrentava desafios na saúde, se vê sem um local adequado para atendimento. Atualmente, os serviços são realizados em um alojamento improvisado, onde a equipe de saúde, composta por dois enfermeiros e uma agente comunitária, tenta atender os pacientes em condições insatisfatórias. Júlio Araújo, líder comunitário, expressa a frustração da população: “O espaço é limitado e não temos como oferecer um atendimento digno. É como se estivéssemos sendo esquecidos pela gestão pública”.

Com dificuldades já conhecidas, a comunidade também enfrenta a falta de técnicos de enfermagem e agentes de saúde. Os medicamentos são adquiridos por meio de recursos da associação local, que obtém fundos através do turismo na área. Em emergências, como acidentes com animais peçonhentos, os pacientes precisam ser transferidos para Barcelos, no Amazonas, e o combustível para essas viagens é custeado pela associação, uma vez que o poder público não fornece o insumo regularmente.

A situação se agrava com a seca, que complica a navegação e a logística de suprimentos essenciais. Uma moradora que preferiu não se identificar ressaltou a urgência de uma UBS: “Não é um luxo, mas uma necessidade. Precisamos de um espaço adequado para o atendimento, tanto para nós quanto para os profissionais que se dedicam a cuidar da nossa saúde”.

Além da UBS, a comunidade de Caicubi também sofre com a precariedade da escola local, que está comprometida e impede que os alunos tenham aulas presenciais. A situação revela um quadro preocupante de descaso com a infraestrutura essencial da região, demandando atenção urgente das autoridades.